Não adianta forçar, espernear, gritar, se enraivecer... quer dizer, tudo isso até que ajuda no desabafo. Mas o tempo passa ao seu próprio tempo, um tempo esse, longe de ser cronológico, nada se abriga de lógica na passagem da dor. No transformar feridas em lembranças.
O tempo só vai -e tente manter a calma, porque ele vai!-.
Ele anda, as vezes corre... as vezes vai 'piano, piano' mas como já dizia a boa e velha Nonna 'piano piano se va lontano'.
A dor, incerteza, o medo... eles não vão embora, isso não. O tempo não é assim avassalador, mas é um potente calmante. Adormece essa intensidade no sentir: Daquele turbilhão de lágrimas, sobrarão manhãs manhosas, melancolias desfaçadas, aquele tipo de choro escondido atrás dos óculos de sol quando passando em uma rua qualquer.
O tempo é rei. E só nos resta dar mais tempo à ele mesmo.
Viver a vida com mais calma.
Parar de correr... e realmente estar presente em nós mesmos a cada momento. Pois cada um deles é único.
Viva as dificuldades, toda separação merece seu luto. Saboreie cada segundo, seja ele de dor, aflição, alegria, prazer... Viva-os.
"Perder-se também é caminho" - Clarice Lisperctor
Encontre-se.
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