sábado, 15 de novembro de 2014

Tempo Perdido



 Não tenho mais o tempo que passou
e não sei se tenho todo o tempo do mundo.
não sei se tenho mais um segundo
-prendo o ar-
O segundo passou...

Temos nosso próprio tempo
eu o meu,
você o seu,
e eles não se cruzam.
Nos passamos na rua como estranhos
Somos estranhos.

Não somos mais tão jovens
O tempo tem passado correndo
A vida tem escorrido pelos vãos dos dedos, dos dentes...
por cada fenda que há no corpo.
Pelas frestas...

A sombra toma lugar daquelas certezas tantas
O frio penetra o corpo antes suado e quente
aquele corpo outrora pulsante
hoje jogado em um canto qualquer
sem mais energia
Sem mais vontades

A morte
É o que esperamos...
A morte...
E eu a vejo

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