quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Na companhia da solidão

Só sentir o coração bater,
Só sentir o sangue correr
e mais nada.
Aproveitar a vida pulsando,
Ainda pulsando,
Ainda...
Ainda vai acabar.

A fragilidade da mente, do corpo,
A vulnerabilidade da vida,
A eternidade da morte.

A mãe que vela, incansável, o túmulo de seu filho,
O corpo já putrefato do amigo amado.

O que é isso que vejo?
Será ele?
Será esse amontoado de carne, meu caro amigo?
O que é isso que vejo?
Para onde foi ele? Oh Deus...
Deus?
Quem é você?
Tem alguém aí?
Me sinto só. Nua. Jogada.
Cuspida num mundo tão frio.
Paz... eu só quero paz.
Eu só quero calma.
Amigo, será você que me chama?

Tem alguém aí?







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