É na agonia de estar agoniado
Na tristeza de estar triste
Na infelicidade de ser feliz.
No remorso de não ter vivido intensamente
Na injuria de ser injustiçado
Na briga pra manter-se firme
É no choro amargo do coração
Na morte sorrateira da alma
Nas lágrimas de ódio
No beijo de despedida
No adeus pra nunca mais
Na mala feita pra ir embora
Nas lembranças de um passado vazio e escuro
Na escuridão do ser
Na ilusão de estar contente
No contentamento da felicidade momentânea
No momento de felicidade falsa
Na falsidade de amar
Na parte amarga do amor
Na coisa bela da dor.
É no escuro que vicia
No vício de estar no frio
No frio que a morte causa
Na causa da morte
Na morte.
É na vida injusta
Na injustiça da vida
Na solidão que me consome
No consumo de mim mesmo
Na raiva do esquecimento
Na loucura de estar vivo
Na loucura de estar louco
Na loucura.
É no gosto agridoce da tortura
Na graça de torturar-me
No amor que se acaba
Na sensação de estar sozinho
Na sensação de estar morto
Na sensação de não sentir a alma
Na alma amarga
No amargo causado pelo ódio
No ódio mais puro
No beco mais escuro
Na escuridão da sala vazia
Na incerteza da vida
Na incerteza
No inverso da beleza
No inverso do amor.
É na garantia de não ter nada
No veneno amargo do ser
Nos ventos vazios e sem direção
No esquecimento
Na memória sem lembranças
Nas lembranças sem essência
Na essência sem sentido
No sentido perverso de viver
Na perversão de ainda estar vivo.
É nas lágrimas do abandono
Na carne sem sentimentos
No agora
No antes
No passado não tão remoto
Na ilusão de ser iludido
Na corrosão do corpo
Na não compreensão de quem sou
Na procura de entender-me
Na revolta de não encontrar respostas concretas.
É no amor não correspondido
No vale amedrontador da vida.
É na morte.
É no ódio.
É na tristeza profunda [...]
Que me acho
Me encontro
Me descubro.
Luiz Cuter
No beijo de despedida
No adeus pra nunca mais
Na mala feita pra ir embora
Nas lembranças de um passado vazio e escuro
Na escuridão do ser
Na ilusão de estar contente
No contentamento da felicidade momentânea
No momento de felicidade falsa
Na falsidade de amar
Na parte amarga do amor
Na coisa bela da dor.
É no escuro que vicia
No vício de estar no frio
No frio que a morte causa
Na causa da morte
Na morte.
É na vida injusta
Na injustiça da vida
Na solidão que me consome
No consumo de mim mesmo
Na raiva do esquecimento
Na loucura de estar vivo
Na loucura de estar louco
Na loucura.
É no gosto agridoce da tortura
Na graça de torturar-me
No amor que se acaba
Na sensação de estar sozinho
Na sensação de estar morto
Na sensação de não sentir a alma
Na alma amarga
No amargo causado pelo ódio
No ódio mais puro
No beco mais escuro
Na escuridão da sala vazia
Na incerteza da vida
Na incerteza
No inverso da beleza
No inverso do amor.
É na garantia de não ter nada
No veneno amargo do ser
Nos ventos vazios e sem direção
No esquecimento
Na memória sem lembranças
Nas lembranças sem essência
Na essência sem sentido
No sentido perverso de viver
Na perversão de ainda estar vivo.
É nas lágrimas do abandono
Na carne sem sentimentos
No agora
No antes
No passado não tão remoto
Na ilusão de ser iludido
Na corrosão do corpo
Na não compreensão de quem sou
Na procura de entender-me
Na revolta de não encontrar respostas concretas.
É no amor não correspondido
No vale amedrontador da vida.
É na morte.
É no ódio.
É na tristeza profunda [...]
Que me acho
Me encontro
Me descubro.
Luiz Cuter

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