Se fosse para narrá-lo, duvido muito que conseguiria ser breve... mas tentarei, pelo menos, recapitular alguns pontos importantes, e mais que isso, os sentimentos tão novos que provei. Um ano de primeiras vezes.
Dia 23 de Janeiro de 2014 me encontrava no Rio de Janeiro esperando para embarcar na minha mais esperada, temida e querida aventura. A ansiedade nunca foi tão grande ao mesmo tempo que a tranquilidade por não ter caído a ficha 100% do que estava acontecendo. Eu estava indo morar em um outro país por 6 meses. Num lugar aonde eu não falava a língua, não conhecia ninguém, aonde eu moraria com uma família que não era a minha, frequentaria uma escola estranha, e estaria todos esses meses sem contato físico com o Brasil. Muitos podem pensar que é fácil, que passa rápido... mas não é nada disso.
Fui aberta de corpo e alma para adotar uma outra rotina, país e família. Fui otimamente recebida e acolhida. Aprendi a amar outras pessoas apesar do choque cultural, construí minha história lá, fiz amigos, senti-me em casa. Amei e fui amada... e por esse motivo, a partida (o retorno) foi amarga e dolorosa.
Nesses 6 meses vivi coisas que nunca havia imaginado, conheci tantos lugares. Me senti tão sozinha em vários momentos. Se pensei em voltar? Algumas vezes. Se me arrependi de ter ido? Não mesmo!
Enfrentei muitos "demônios" e fantasmas lá... acima de tudo eu me conheci (o quão assustador pode ser isso?). Me conheci longe de todo esse conforto pessoal, psíquico e material que me ampara aqui em meu país. Conheci meus limites, medos, o que me faz feliz. Construí ligações de muito amor. Fui adotada e adotei uma nova família.
Os acontecimentos novos, as surpresas, os sentimentos são difíceis de lidar... de digerir. Mas vale a pena muito, muito.
Ao chegar aqui os sentimentos e emoções foram tão variados, tão loucos que até agora estou tetando entendê-los.
Readaptar-se a uma rotina é uma tarefa árdua. Voltar à uma escola que posso até classificar como hostil, tanta pressão e competição. Exigências... o mais pavoroso ano da vida estudantil: O último semestre do terceiro ano do EM. "Que merda!".
A ansiedade, tristeza e caos dominaram meus momentos.
A pressa e o estresse... correr contra o tempo... Decidir o que fazer... "decidir o futuro" (bobagem)... momentos intensos de frustração. Voltou à tona o sentimento de não pertencimento presente nos primeiros meses morando fora, mas não pertencer aqui em meu país... dói.
Logo descobri mais cor no mundo: Conheci pessoas e voltei a me aproximar da música.
Pessoas essas que realmente mudaram minha vida. E os momentos de êxtase e felicidade também foram intensos. Voei alto!!!
Passei meu aniversário de forma muito... querida. Só com pessoas do coração... E ali, tive certeza do que é estar em paz.
Mas o tempo passa e a vida sempre mostra que ela pode te dar um pontapé a qualquer momento (e ela vai dar). Caí de cara no chão. Os vestibulares começaram, ainda não tinha (e não tenho) certeza do que queria fazer. Me inscrevi para uma porrada de exames. A vida começou a girar em torno deles... a pressão voltou, e o caos também.
Numa mistura de sentimentos e situações nunca passadas por mim antes, na saudade da família que tenho há tantos quilômetros de mim, na mudança total da rotina em casa, da falta que minha irmã faz, na saudade de ter minha mãe mais perto... no afastamento de algumas pessoas que amo... na nostalgia, raiva, amor, tristeza... recebemos a notícia de uma morte. E mais uma vez, me deparei com a minha impotência completa perante a vida. Aquela -impotência- que fazemos questão de esquecer.
Entrei em contato com mais tantos e tantos sentimentos, lembranças... pessoas que se foram e me fazem falta.
Para concluir, 2014 foi um ano intenso,mas eu (sobre)vivi!
Doei meu coração, aprendi muitas coisas, falei o que não devia, conheci pessoas, me desculpei, chorei, sorri... mas acima de tudo, eu venci e estou vencendo a cada dia... E vencer não significa sempre se dar bem ou tirar notas altas, ou conseguir tudo o que se quer. Vencer significa levantar-se todos os dias de manhã e lidar com os problemas, aprender a se respeitar... Estar disposto a mudança, conseguir enxergar o mundo como um todo e se amar.
Pode parecer clichê, mas não é fácil construir uma relação saudável com si mesmo. Exige tempo, dedicação, agrados, palavras gentis, cuidados. Muitas vezes nos esquecemos disso. Nos esquecemos de nós.
Hoje acaba oficialmente meu ensino médio, esse ano foi o fim de uma grande etapa... Que venha o início de outra!!!!....
Ma antes de tudo:
FÉRIAS!
Que venha mais um ano...
Estou pronta para 2015...
Ao chegar aqui os sentimentos e emoções foram tão variados, tão loucos que até agora estou tetando entendê-los.
Readaptar-se a uma rotina é uma tarefa árdua. Voltar à uma escola que posso até classificar como hostil, tanta pressão e competição. Exigências... o mais pavoroso ano da vida estudantil: O último semestre do terceiro ano do EM. "Que merda!".
A ansiedade, tristeza e caos dominaram meus momentos.
A pressa e o estresse... correr contra o tempo... Decidir o que fazer... "decidir o futuro" (bobagem)... momentos intensos de frustração. Voltou à tona o sentimento de não pertencimento presente nos primeiros meses morando fora, mas não pertencer aqui em meu país... dói.
Logo descobri mais cor no mundo: Conheci pessoas e voltei a me aproximar da música.
Pessoas essas que realmente mudaram minha vida. E os momentos de êxtase e felicidade também foram intensos. Voei alto!!!
Passei meu aniversário de forma muito... querida. Só com pessoas do coração... E ali, tive certeza do que é estar em paz.
Mas o tempo passa e a vida sempre mostra que ela pode te dar um pontapé a qualquer momento (e ela vai dar). Caí de cara no chão. Os vestibulares começaram, ainda não tinha (e não tenho) certeza do que queria fazer. Me inscrevi para uma porrada de exames. A vida começou a girar em torno deles... a pressão voltou, e o caos também.
Numa mistura de sentimentos e situações nunca passadas por mim antes, na saudade da família que tenho há tantos quilômetros de mim, na mudança total da rotina em casa, da falta que minha irmã faz, na saudade de ter minha mãe mais perto... no afastamento de algumas pessoas que amo... na nostalgia, raiva, amor, tristeza... recebemos a notícia de uma morte. E mais uma vez, me deparei com a minha impotência completa perante a vida. Aquela -impotência- que fazemos questão de esquecer.
Entrei em contato com mais tantos e tantos sentimentos, lembranças... pessoas que se foram e me fazem falta.
Para concluir, 2014 foi um ano intenso,mas eu (sobre)vivi!
Doei meu coração, aprendi muitas coisas, falei o que não devia, conheci pessoas, me desculpei, chorei, sorri... mas acima de tudo, eu venci e estou vencendo a cada dia... E vencer não significa sempre se dar bem ou tirar notas altas, ou conseguir tudo o que se quer. Vencer significa levantar-se todos os dias de manhã e lidar com os problemas, aprender a se respeitar... Estar disposto a mudança, conseguir enxergar o mundo como um todo e se amar.
Pode parecer clichê, mas não é fácil construir uma relação saudável com si mesmo. Exige tempo, dedicação, agrados, palavras gentis, cuidados. Muitas vezes nos esquecemos disso. Nos esquecemos de nós.
Hoje acaba oficialmente meu ensino médio, esse ano foi o fim de uma grande etapa... Que venha o início de outra!!!!....
Ma antes de tudo:
FÉRIAS!
Que venha mais um ano...
Estou pronta para 2015...
| Eu em Vieste - Itália |
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