Já ouvi várias vezes pessoas dizerem que bastar-se é o segredo para a tão desejada felicidade, objetivo comum e universal.
Talvez realmente seja... talvez seja utópica a sensação frequente de plenitude...
"A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. [...] Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar." Eduardo Galeano
Eu não me basto.
E só em admitir isso, começa minha incessante aflição.
É uma estado de constante insatisfação por não conseguir estar completamente em um lugar.
Uma vida de culpa pelo passado, ansiedade e planos por um futuro que nunca chega, e um presente completo de vazio.
Não, eu não me basto.
Me cobro por não conseguir viver o agora.
Me culpo por sempre ter sido assim.
Planejo melhorar, e não aceito falhas.
Me frustro.
Mas tenho conseguido sair desse "estado" que antes, pensava fosse uma característica minha. Me enganei.
Em um mundo tão líquido, tão vago, tão subjetivo, a segurança vem de dentro.
E a única certeza é ser.
O mundo adoeceu, mas temos que nos manter sãos.
Parar de correr contra o tempo, como nos foi ensinado.
Entender que para a dúvida mais simples as possibilidades de respostas são infinitas... não são dois caminhos. O mundo não é assim ambivalente...
Certo, errado, branco, preto, bom, ruim, não, nada disso é válido.
Entrar em contato com nosso próprio corpo, mente, alma.
Nos conhecermos...
Descobrir cada canto do 'eu', é um longo processo...
Não começar uma luta pensando em um resultado concreto, mas ter como foco o que a luta em si pode acrescentar.
Conseguir ouvir o que o corpo pede, o que a mente cala e o porque.
Entender a fome e a saciedade...
Entender que a vida é mais.
Contestar, mudar de ideia... flexibilizar o tudo.
Abraçar a espontaneidade.
Amar o próprio corpo.
Amar seu corpo...
Parar e sentir cada movimento de cada músculo,
Ouvir as batidas do coração,
Prestar atenção em cada sensação...
Ter a consciência que cada sentimento que provamos é genuíno e nenhum merece ser reprimido. Não existem sentimentos ruins! Saboreie a dor, entenda a inveja, sinta a raiva... e deixe-as passar.
Ame...
“Não dá para nutrir sentimentos como hostilidade, ciúme, medo, culpa, depressão. Essas são emoções tóxicas. Importante: onde há prazer, há a semente da dor, e vice-versa. O segredo é o movimento: não ficar preso na dor, nem no prazer (que então vira vício). Não se deve reprimir ou evitar a dor, mas tomar responsabilidade sobre ela.” Deepak Chopra
O auto conhecimento, é a arma mais potente.
Não, eu não me basto... ainda.
Nenhum comentário:
Postar um comentário