Repleto de 'sim' e 'não'.
De momentos que aconteceram, de palavras que foram ditas, de sonhos realizados, e de decepções reais.
Não foi de todo feliz... mas nunca o é, e acho que nem gostaria que fosse:
"Onde há conflito, há crescimento!" diz minha psicóloga.
Pessoas novas vieram, algumas mal chegaram e já foram, outras ainda estão por aqui.
Lágrimas de tristeza... foram tantas!
Foram tantos os momentos de tristeza que não fazia ideia de como superaria... e aqui estou.
O sol voltou todas as manhãs, o planeta continuou girando, e o tempo não parou um segundo sequer.
Mas se fosse para eu escolher uma palavra que definisse esse conjunto de dias... não poderia ser outra se não:
Conquistas.
Conquistas desde conseguir entender química, até concretizar meu intercâmbio.
Conquista gigantesca aprender a ficar sozinha...
Conquista absurda morar longe da minha irmã
Conquista viajar para o Rio de Janeiro 5 vezes, conhecer pessoas, trabalhar, participar de movimentos, me dispor a reflexões novas... todos os dias.
Conquista me ver livre de coisas que funcionavam como verdadeiras prisões...
Conquistas minhas, mas que não seriam possíveis sem a ajuda de muitas pessoas, o que me leva a minha maior conquista: Aprender a pedir ajuda.
Meu ano foi assim: Uma montanha russa...
e que bom!
Agradeço todos os que dele fizeram parte.
Agradeço a minha cachorra por ter me feito tão bem...
Agradeço meus amigos... pais... Google... filmes... comidas... livros... Harry Potter... Músicas... canto... Revoltas... lágrimas... confusões!!!
Aqui deixo meu texto preferido de todos os tempos... :
"Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu. "
Luís Fernando Veríssimo
Um magnífico ano novo para todos!

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