sábado, 28 de dezembro de 2013

A escolha de esquecer não passa da vontade de sempre se lembrar

Chega uma hora em que o tudo vira escolha
Escolhe-se a roupa usada, a toalha de mesa, o nome do cachorro...

Mas existe uma escolha que inconscientemente fazemos: a escolha de escolher um amor... que não é amor coisa nenhuma... é parte da fantasia da mente humana de possuir o controle, pois eu acredito, que o amor simplesmente vem com o vento, com as estações, com a vida... nos pega desprevenidos, o que talvez seja uma visão demasiadamente romântica da minha parte...

E a escolha de esquecer um alguém?
Será possível ser tomada?
Podemos mandar em nossas memórias ou sentimentos? Quero dizer... não consigo escolher ficar brava, triste ou feliz... simplesmente fico, de acordo com minhas experiências e, minhas memórias, são exatamente assim. Elas simplesmente me atacam de um segundo para o outro, tendo relação com cheiros, músicas, dias, horários e humores.
Será que a partir do momento que escolhemos deletar alguém de nossas vidas não estamos proporcionando uma situação mental bem favorável para que essa pessoa nunca suma?! 


"[...] o esforço pra lembrar. É a vontade de esquecer. [...]" Los Hermanos

Será que isso significa o que acabei de escrever???
A vontade de esquecer torna-se um esforço para que a lembrança fique intacta... ou talvez não um esforço, mas, por si só é a mente lutando ao seu máximo para preservar essa pessoa em um pedestal bem protegido dentro da cabeça de quem quer esquecer (tudo isso inconscientemente). A pessoa passa de uma lembrança agradável, é reprimida quando aparece em outros cantos da mente e só é aceita quando fazemos aquele esforço em meio as lágrimas para evaporá-la de nosso mundo: Eternizamos aqueles que "queremos" nunca mais ver ou pensar.

Acho que o porque é bem obvio... 
Porque queremos esquecer alguém? Creio eu, que em 99,99% dos casos, é pois essa pessoa nos contrariou!
Nos deixou, nos traiu, nos abandonou. E o sentimento de abandono é simplesmente inadmissível para qualquer orgulho. Na verdade, o abandono quando escolha é inadmissível.

Mas acho que a verdade é que não vamos esquecer. Simplesmente não vamos... Podemos e vamos, muitas vezes, fingir: Fugir ! Mas de que adianta enganar os outros, se quem ouve fantasmas é você?

Não sei o que quero dizer com tudo isso... ou talvez saiba e esteja até obvio demais. Então paro por aqui... deixando essas tantas perguntas.
 Esses "Será's" que não acabam e não serão resolvidos. 

Será?!

Filme: Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (VALE A PENA!)




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