terça-feira, 20 de novembro de 2012

Sobre Garotas e Arco-íris (por Clara Jorge)


Não que tenha sido proposital,
Não penso que assim foi,
Mas destruiu o sentido das suas próprias palavras.

O fez quando deixou de dizê-las.

 

Assim como não pode decifrar o que me perturba,
Não posso ver o que te agrada,
Se não me mostra.

E então, ao acreditar em algo que desconheço,
Suponho. Sonho. Desejo.

Com tanto efervescendo em mim,
Não posso, senão, trancar-me
Nesse vazio cheio
De dubios sentimentos.

 

E  se achar meu rosto frio em demasia,
Lembre-se das cores do arco-íris, que,
Mesmo em seus tons  ardentes e festivos,

Quando somadas,

Resultam no alvo tom
Do recheio das lichias.

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