Repassamos o caminho em nossas cabeças, e torturamos nossas mentes com perguntas iniciadas por
"E se...".
Perguntas para as quais não existe resposta;
Tudo o que teremos é a elaboração de sonhos, fantasias, de uma realidade que poderia ter sido e não foi.
No fim, muitas vezes chegamos a deprimente conclusão do arrependimento.
Da vontade de voltar atrás e fazer diferente, pois o resultado nunca será o bastante para o nosso insaciável perfeccionismo.
Mas a verdade é que tudo é relativo: Depende.
A verdade é que não existe nenhuma verdade, justiça...
Não existe Bem e mal, certo ou errado, Deus ou Demônio.
Não existe experiência que, de uma certa forma, não valha a pena ser vivida. E tudo o que vivemos, tudo pelo que passamos, o que vemos, falamos, sentimos, nos trouxe para o lugar aonde nos encontramos nesse exato momento. Construiu quem somos, o que pensamos e como agimos.
Não podemos avaliar situações isoladas, nós somos o contexto.
Se as decisões outrora tomadas, hoje são vistas como erros, no passado era o que podia ser feito.
"Tudo vale a pena se a alma não é pequena" - Fernando Pessoa
Dói crescer, dói viver.
Entrar em confronto com um mundo tão hostil e não pirar é sem duvida o maior dos desafios.
E no fim, quando voltamos, nessa louca busca mental, quando voltamos nos nossos caminhos, estradas, viagens... quando voltamos mentalmente nossas vidas como uma fita cassete, vemos que tanto do que antes era valoroso e apreciado, hoje não passa de um belo nada. E nos perguntamos, enfim, o que então, pode completar esse vazio tão presente, que nos consome a cada dia... e a resposta é aquela que tememos e tentamos fugir:
O vazio é inevitável... nos compõe.
é inútil tentar se completar com pessoas,drogas, religiões...
Pois no fim, a frustração do não conseguir se torna um fardo insuportável de se carregar.
Teríamos que entender essa condição humana, e parar de querer tanto mais do que precisamos... Começarmos realmente a ver o valor das relações, das pessoas... O valor da vida!
Entender que cada um tem sua Própria historia, entender que ninguém vai te conhecer como você se conhece, que não é por sermos seres solitários em nosso existir que a solidão deva estar presente em nosso viver.
Aceitar o fim,
Aceitar a morte, a falta.
Aceitar os limites do corpo e entender o infinito do mundo... o eterno reciclo de tudo.
Reflexões de uma noite mal dormida

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