Faces vazias, livres de qualquer expressão
Máscaras que se tornaram a verdade
Limpemos o sangue de nossas mãos!
Expulsemos quem testemunhou a calamidade!
Enterrem os cadáveres
A Mãe África chora em desespero
Música!
Estuprada...
Esquecida...
Por todo o mundo as "estranhas frutas"
O cheiro de morte e da carne queimada
Sem casa, direitos ou dignidade.
Rostos sorridentes nos postais
Os poucos que ainda haviam dentes .
Roubados pelo mundo
Vendidos, explorados
De um continente sugada as riquezas
Dilacerada a cultura
Mas agora sabem rezar o "Pai Nosso"
E que Pai é esse?
Que permite tal massacre
Vida sobrevivida
"Malditos imigrantes, mendigando atenção!"
"Nojentos imigrantes! Ladrões baratos!"
Sendo a cor a sua sina
Sendo a vida sua tortura
Não tendo, nem em sonho, a liberdade
Se contentando com o nada.
Se acostumando com a dor .

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