Quando fico sabendo de alguma
morte, por mais abalada que eu fique, não assimilo no momento o que realmente
aconteceu. O sentimento da perda não vem junto da notícia: “A ficha não cai”.
Então, vou ao velório, e no momento em que vejo o corpo, consigo entender.
Essa, para mim, é a parte mais difícil de lidar com perdas e fins mais abstratos: Não tem como fazer um velório para um relacionamento que morreu, sendo assim, não consigo entender que já não existe!
Então, vou ao velório, e no momento em que vejo o corpo, consigo entender.
Essa, para mim, é a parte mais difícil de lidar com perdas e fins mais abstratos: Não tem como fazer um velório para um relacionamento que morreu, sendo assim, não consigo entender que já não existe!
Como se pouco a pouco uma enorme
implosão desabrochasse no meu peito, tragando lentamente todo e qualquer tipo
de sentimento. Conforme a solidão aumenta, a ficha vai caindo...
Bem devagar...
Pouco a pouco o vazio cresce e eu
não sinto mais nada além de um enorme buraco que continua
sendo cavado cada vez mais fundo.
Quando é que a ficha cai de uma vez por todas
eu não sei. Só queria que fosse rápido, rápido como um tiro. Que
a dor fosse completamente descarregada em apenas um momento. Porém não é assim que acontece ...
É pouco a pouco…
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