domingo, 31 de março de 2013

Lembranças

Não são mais meus olhos que os seus observam?
Não é mais minha mão que a sua toca?
Não é mais minha boca que te beija?
O que mudou?
Quando foi que acabou o amor?
Quando a coragem de amar e ser amado se esvaiu?

Te quero de volta!
Volta pra mim... pois continuo a mesma.
Os mesmos olhos, mãos, corpo, voz.

As vezes, quando cedo à fraqueza das lembranças
imagino você aqui do meu lado com aquele seu perfume inesquecível...
O toque de suas mãos que já conheço com intimidade.
Aquela cara engraçada que você fazia antes de me beijar...
O jeito que minha mão ficava pequena perto da sua..
Aquele beijo que me arrepiava até a alma...
Não é possível você ter esquecido!
Mas agora entendo a falsidade verdadeira das suas promessas vazias.


De que adianta dar sua palavra quando o assunto é o coração?
Esse órgão tão inconstante!
Seria o mesmo que "jurar à Lua" o amor, como tentou Romeu:
Jurar ao astro que mais se transforma perante a nossos olhos... tornando assim o juramento volúvel e instável.
E assim foi.

E assim foi...

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