segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O medo, a escola e Pascal

Since the dawn of recorded history, something like 110 billion human beings have been born into this world.  And not a single one of them made it.  There are 6.8 billion people on the planet.  Roughly 60 million of them die every year. 60 million people.  That comes out to about 160,000 per day.  I read this quote once when I was a kid, “We live alone, we die alone.  Everything else is just an illusion. ”  It used to keep me up at night.  We all die alone.  So, why am I supposed to spend my life working, sweating, struggling? For an illusion?  Because no amount of friends, no girl, no assignments about conjugating the pluperfect or determining the square root of the hypotenuse is gonna help me avoid my fate.  I have better things to do with my time.”

"Desde o início da história escrita, algo em torno de 110 bilhões de humanos nasceram nesse mundo. E nem um de todos esses conseguiu sobreviver. Existem 6.8 bilhões de pessoas no planeta. Morrem 60 milhões todos os anos. 60 milhões. Isso significa em torno de 160,000 por dia. Eu li essa frase uma vez quando era pequeno: ' Nós vivemos sozinhos e morremos sozinhos. Todo o resto é só uma ilusão'. Isso costumava me manter acordado anoite. Nós morremos sós. Então, por que tenho que desperdiçar minha vida trabalhando, suando, lutando? Por uma ilusão? Porque nenhum grupo de amigos, nenhuma menina, nem saber conjugar o pretérito mais que perfeito ou determinar a raiz quadrada da hipotenusa me ajudará a livrar-me desse destino. Tenho coisas melhores para fazer com meu tempo." fragmento do filme 'A arte em conquistar'.


E o que estamos fazendo?


"Nada é tão insuportável ao homem, quanto estar em pleno repouso, sem paixões, sem negócios, sem divertimento, sem atividades. Ele então sente seu nada, seu abandono, sua insuficiência, sua dependência, sua impotência, seu vazio. Imediatamente sairá do fundo de sua alma o tédio, o negrume, a tristeza, a aflição, o despeito, o desespero" Pascal

Então, será que como dizia o filósofo, o trabalho, as diversões, os estudos, só tem como finalidade o subterfúgio ao pensar?

Eu trago essa situação para uma realidade mais próxima à minha: Vestibular.

"O fim de uma Era" talvez essa seja uma boa definição (um tanto quanto dramática) do ano final do Ensino médio. Mas a verdade é que antes, tudo era tão certo, tão sólido: Acordar cedo e ir para a escola. A cada 2 meses fazer as provas bimestrais. Reclamar de aulas chatas e professores malas. Excursões. Amigos. Sua cidade. Seus pais. E por mais que a vida mudasse, a base continuava igual: Acordar cedo e ir para a escola.
O quão difícil é entender e assimilar que isso chega ao fim e que o 'ano que vem' é um mistério? : Aonde estarei? O que estarei fazendo? Com quem?

 Mesmo que a resposta de muitos seja 'o cursinho',o que implicitamente quer dizer: não vai mudar tanto assim, vai sim.  No pacote do material quilométrico que a escola nos dá no começo do ano, vem também um peso para ser colocados nas costas. Uma pressão densa... quase palpável. Que se infiltra nas cabeças dos alunos, que tornam-se quase paranóicos. Vem de todos os lados e principalmente de dentro.

Agora, misturar tantas incertezas, com um sentimento de dúvida em relação a própria capacidade, com o medo de ir embora, inseguranças, adolescência, hormônios... Não dá certo. Eu acho que só não está todo mundo se matando ou tendo crises nervosas (mais frequentes) graças aos estudos exagerados cobrados pela escola (tudo tem seu lado bom), e essa é a relação com Pascal, nos distraímos do pensar. Do encarar tantos medos e perguntas sem respostas... tanto vazio. 




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