domingo, 17 de fevereiro de 2013

De Repente

Foi do nada ...
do nada que os preços surgiram,
Que as brigas aumentaram,
Que notas começaram a preocupar,
Que surgiram padrões de corpo, cabelo e comportamento.
Foi do nada ...
Que criou-se a guerra contra a balança,
Que o meio ambiente parou de aguentar...
Que as pessoas começaram a morrer,
Que as injustiças se agravaram 
e que todos pararam de ligar.

Foi do nada...
que a fome alheia me despertou l
ágrimas,
Que a culpa me dominou,
Que o sexo começou a fazer toda a diferença.

Foi do nada como se fosse de um dia para o outro.
As pedrinhas da rua transformaram-se em bitucas.
O céu já não era mais azul, e sim, preto de fumaça.
Foi do nada que brincar na rua ficou t
ão perigoso
e tirar as roupas tornou-se feio e malicioso.

Ainda não entendo como de um segundo para outro tantas coisas mudaram...
E como de um segundo para outro
eu enlouqueci.

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