quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Confissões de uma mente perturbada

O humor... os sorrisos... as piadas e esquisitices.. os figurinos excêntrico dessa atriz que humildemente se proclama digna de um Oscar. Não por nenhuma peça ou filme mas sim pela grande atuação que a vida exige. Creio que são poucos os que me conhecem bem e nulos os que vêem por baixo do véu. Véu esse que construí... com cada cacho, demostração de força, riso, maquiagem e muita fala.
Como eu falo! Falo muito... Falo... falo... falo... Pois se fico em silêncio sou forçada a me escutar. Sou forçada a escutar as vozes perturbadas que me arrancam o foco em disfarçar o que sou, gritam nos meus ouvidos... me fazem tremer! Me sufoco, mas não solto o que tenho para soltar... Não falo o que preciso dizer.

Também tenho uma enorme incapacidade de me comunicar, de assumir, de falar comigo mesma, entrar num acordo ao invés de continuar nessa guerra que tem meu corpo e mente como campos de batalha, meus pulsos como alvos e minha imagem como causa.
 Como numa guerra tudo já se foi... os campos... frutos agora queimados, o peso da morte e o inconfundível cheiro do sangue transbordam em meu olhar...

E por aqui paro. Já exausta de remoer o que sou e o que penso... como falar... que palavras usar.
Tanto cansaço, choro e melancolia para criar um texto miserável de196 palavras...
Não pense que pode agora me entender... que sabe o que se passa. Você não tem ideia e nunca terá. Isso são apenas confissões... Confissões de uma mente perturbada.


Lívia Jorge



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