sábado, 26 de maio de 2012

Marcha das vadias

Hoje dia 26 de Maio é o dia da Marcha das vadias.
Um protesto  sobre o machismo, o abuso e a violência contra as mulheres.
Um dos meus primeiros posts foi sobre isso (http://liviajorge.blogspot.com.br/2012/02/nadegas-declarar.html), mas sempre vale a pena recapitular.

Em Janeiro de 2011, aconteceram diversos estupros na Universidade de Toronto, dando inicio a várias discussões sobre o assunto. Em uma dessas discussões um policial (Michael Sanguinetti ) convidado para falar sobre o assunto disse que as mulheres poderiam evitar os estupros se "não se vestissem com vadias", insinuando que a própria mulher causava a violência contra ela mesma.
Esse pensamento extremamente equivocado e machista abriu os olhos de muitas meninas que começaram com esse movimento, o movimento que diz "Se ser livre é ser vadia, então somos todas vadias".
O movimento se tornou popular no Canadá,  EUA, e agora está se espalhando pelo Brasil.






A luta contra uma sociedade que nos impõe um papel ao qual se fugimos somos humilhadas e postas de lado, é uma árdua tarefa que temos sempre de dar continuidade. A mulher já conquistou muito, e ainda pode conseguir mais... Afinal, não queremos mais direitos que ninguém, só queremos a igualdade. Ainda hoje, exercendo o mesmo trabalho dos homens, ganhamos 20% a menos, e por que?!
O excesso de mulheres que não se dão ao valor, que se vendem como pedaços de carne, vem de uma antiga cultura de tratá-las como se fossem apenas isso... estimuladas por uma cultura machista, que promove peitudas e bundudas ao invés de intelectuais. Que valorizam a banalização do sexo... e incentivam o comportamento vulgar.
Empresas que vendem essas imagens nas propagandas, nos programas de rádio, televisão, anúncios, revistas...


Tudo isso está na hora de chegar a um fim.

Grite!
Lute!
Ficar quieta assistindo a vida, não muda nada.
Faça a vida valer a pena...
Se faça ser lembrada ...
exerça seu papel!


MUDE... MUDE O MUNDO!


Um comentário:

  1. Mudar o sentido dessa prosa é questão de respeito. Não só na prosa, ou no verso, mas no reverso da realidade macabra. Abracadabra e tudo isso é provocação

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